Madrasta que matou menina de 6 anos é transferida



Madrasta que matou menina de 6 anos é transferida (Foto: Divulgação Polícia Civil)


Foi transferida, nesta segunda-feira (11), para o presídio do Centro de Recuperação Feminino, em Ananindeua, na grande Belém, a madrasta acusada de matar enforcada e com um golpe de facão a enteada, de apenas seis anos, e depois ter colocado o corpo sobre uma canoa e lançado no rio Acará-Mirim. O crime ocorreu no município de Tomé-Açu, nordeste paraense.
A acusada - Gesielem Lopes Mamede, 40 anos – foi presa e autuada em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ela foi detida neste domingo (10), depois que o corpo da garota foi encontrado. A menina estava desaparecida desde a última sexta-feira (8).
Inicialmente, chegou-se a cogitar que a garota poderia ter caído no rio enquanto brincava em uma canoa. No entanto, com o andamento das investigações, aumentaram as suspeitas de que o desaparecimento da criança poderia ser resultado de crime e a madrasta da menina passou a ser suspeita.
De acordo com a Polícia Civil, os investigadores notaram que Gesielem possuía um corte em uma das mãos. A mulher relatou causas diferentes para o ferimento, o que aumentou a suspeita dos policiais.
Após ser detida, a madrasta confessou que usou uma corda para enforcar a vítima, na sexta-feira, enquanto estava sozinha com a criança em casa, situada em uma região ribeirinha, às margens do rio Acará-Mirim. Após a asfixia, a garota teria perdido os sentidos, segundo o depoimento.
Ainda de acordo com a acusada, ela pegou um facão, tipo terçado, e desferiu golpes no pescoço da vítima. Depois, Gesielem pegou o corpo da menina, colocou-o dentro de uma saca de sarrapilheira, carregou até a beira do rio e jogou na água, para que o corpo fosse levado pela correnteza.
CRIME PASSIONAL
Gesielem ainda alegou que matou a menina para se vingar do companheiro e pai da criança, José Lopes de Sousa, após ter um desentendimento com ele. Ela detalhou que convivia maritalmente com José havia quatro anos. Gesielem e José não tiveram filhos nessa relação, mas a mulher possui dois filhos de um relacionamento anterior, os quais também moravam na mesma casa que o casal.
A acusada relatou que passou a conviver com a menina desde os dois anos de idade dela, quando morou em Benevides, na grande Belém, com José Sousa. O casal morava em Tomé-Açu havia quatro meses, onde o pai da menina tem parentes. A acusada confirma que sempre brigava com o companheiro e que este, algumas vezes, chegava a ameaçar a própria filha.
A acusada relatou que, por volta de 9h30 de sexta-feira, estava sozinha em casa com os dois filhos e a vítima. Movida por um sentimento que não soube explicar, ela afirma que mandou seus filhos irem para a casa de uma vizinha, e depois chamou a menina para lavar roupa nos fundos da casa, e em seguida, a levou até o banheiro, onde cometeu o crime. Foi nesse momento que a acusada feriu a própria mão com o facão.
A mulher afirmou que colocou o corpo na saca de sarrapilheira usada pelo companheiro para ensacar caroços de acaí e depois jogou no rio. Ela afirmou ainda que é usuária de drogas, assim como o pai da criança, pois, no mesmo dia do crime, consumiu maconha junto com José.
As informações são da Polícia Civil do Pará.
(DOL)