EXÉRCITO ENTRA NA PENITENCIÁRIA DE AMERICANO, FAZ VARREDURA E APREENDE DROGAS, FACAS E MUNIÇÃO





Uma operação inicialmente cercada de sigilo e pontilhada de incidentes entre as áreas de comunicação do governo estadual e do Exército - que tentou impedir fotos e divulgação de matéria -  marcou a entrada hoje de homens do Comando Militar do Norte nos pavilhões 4 e 5 do complexo penitenciário de Santa Isabel, na região metropolitana de Belém, onde está a maior população carcerária do Pará. 

Ela começou às 7 da manhã e terminou às 15 horas. Foram apreendidos 25 celulares e 42 chips, cerca de 450 materiais perfurantes e cortantes, as chamadas "armas brancas", 300 papelotes de entorpecentes, cinco cartuchos de munição 9 milímetros, além de outros materiais considerados ilegais, ilícitos ou proibidos. 

Nenhuma arma de fogo foi encontrada. Todo o material foi catalogado e encaminhado à Policia Civil que estava com um posto no local. Tudo começou com a entrada da Polícia Militar no pavilhão 5, juntamente com o Comando de Operações Especiais (COE), que conduziu os internos para a área do solário. 

Após a saída dos detentos das celas, a tropa do Exército atuou com a equipe de Destacamento Móveis de Inspeção e Vistorias, onde foi realizada a revista com o apoio de cães farejadores e agentes da Polícia Rodoviária Federal, além de aparelhos detectores de metal. Às 10 horas a revista foi concluída e ao meio dia a operação reiniciou com os mesmos procedimentos no pavilhão 4, encerrando às 15 horas.

Para o diretor geral da Susipe, coronel Mauro Moreira Matos, a operação foi importante por ter colaborado para ações contínuas de prevenção. “A Operação Varredura foi significativa por intensificar os esforços de prevenção a fim de evitar qualquer tentativa de fuga, principalmente neste período de veraneio, onde existe a redução de homens da Polícia Militar na região urbana por conta da ação de veraneio e por mostrar a força dos órgãos da segurança pública no estado”, resumiu.

Lei e ordem

No total foram utilizadas 800 pessoas, entre militares e servidores dos órgãos de segurança pública que conteve os cerca de 500 presos dos pavilhões 4 e 5 e realizou a inspeção no local. Para o tenente-coronel Bolças, porta-voz do Comando Militar do Norte, a operação vem ocorrendo em vários estados,cumprindo decreto presidencial de janeiro de 2017.

Ela tem o objetivo de usar as Forças Armadas para a garantia da lei e da ordem no sistema penitenciário brasileiro. "Foram cumpridos os objetivos propostos", disse Bolças. Durante a operação, a segurança foi reforçada em outras unidades da Susipe que mantiveram suas atividades dentro da normalidade. Do Ver-o-Fato, com informações da Secom do Estado e Comando Militar do Norte.

Fonte Ver o Fato