Polícia Civil incinera 135 quilos de drogas apreendidas na operação Ilha Grande em Ponta de Pedras



135 quilos de pedra de óxi de cocaína foram destruídos


A Polícia Civil, por meio da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), incinerou, nesta terça-feira, 18, os 135 quilos de pedras de óxi de cocaína apreendidos, no último dia 12, durante a operação Ilha Grande, na região da ilha da Olaria, em Ponta de Pedras, no arquipélago do Marajó. A queima dos entorpecentes foi realizada na sede de uma indústria de cerâmica, localizada no bairro da Pedrerinha, em Marituba, na região metropolitana de Belém. A incineração foi acompanhada pelo promotor de Justiça do Ministério Público Estadual, da Comarca de Ponta de Pedras, Guilherme Coelho.

Os 135 quilos de drogas destruídos são parte do total de mais de 400 quilos de pedras de óxi apreendidos na região, entre os dias 7 e 12 deste mês. Foi a maior apreensão de drogas no Pará em, pelo menos, dez anos. A incineração foi realizada mediante autorização da Justiça.

A equipe da Denarc acompanhada pelo promotor de Justiça e da Vigilância Sanitária levou até a indústria os mais de 130 quilos apreendidos na última diligência realizada na região da ilha da Olaria realizada com apoio da Delegacia de Polícia Fluvial (DPFlu). A apreensão foi em continuidade da operação que desarticulou esquema de tráfico interestadual de drogas. 

Ao todo, seis pessoas foram presas e outras ainda estão sendo investigadas. Além das drogas, um fuzil AR 556 com 31 munições e uma lancha foram apreendidos na operação. Segundo o delegado Hennison Jacob, titular da Denarc, os 135 quilos de drogas foram apreendidos após as equipes policiais retornarem à região da ilha da Olaria que foi toda vasculhada. As drogas estavam enterradas no local. Conforme o policial civil, as buscas na região já encerraram. 

A próxima fase da operação será voltada a prender outros envolvidos no crime. As investigações são presididas pelo delegado Gabriel Henrique Costa. As drogas entram no Brasil pelo rio Amazonas, a partir de Tabatinga, no Amazonas, vindas de países de fronteira, como Colômbia, Bolívia e Paraguai. Do Amazonas, as drogas seguem ao oeste do Pará, passando por Santarém e estreito de Óbidos, até chegar ao Marajó, de onde são trazidas para Belém e região metropolitana da capital.