Polícia faz operação contra o jogo Baleia Azul no Pará e em outros 8 estados


Polícia faz operação contra o jogo Baleia Azul no Pará e em outros 8 estados (Foto: Divulgação)


O Pará é um dos Estados alvos de uma operação da Polícia Civil realizada nesta terça-feira (18) contra o jogo da Baleia Azul, uma corrente que tenta induzir virtualmente seus participantes ao suicídio através de desafios.

Segundo a Polícia Civil, a operação foi realizada no bairro da Serrinha, no município de Redenção, no sudeste paraense, desde às 6h horas da manhã.

Policiais cumprem mandado de busca e apreensão em uma residência, onde seria uma possível base de atuação de um curador do jogo. Três celulares e um notebook foram apreendidos. Dois aparelhos e o notebook pertencem ao rapaz que é investigado na operação; o outro celular é da irmã dele. 

Os dois foram conduzidos para a delegacia do município para prestar esclarecimentos e depois liberados.

De acordo com a PC, equipe da delegacia de Redenção, coordenada pelo delgado Ricard Ribeiro, está à frente desse trabalho no município. 

Todo material apreendido será analisado pela equipe do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI), unidade do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil para verificação e existência de arquivos comprometedores. Havendo a existência desses arquivos, os objetos serão lacrados e enviados via malote para o Rio de Janeiro, onde serão feitas as perícias necessárias. Caso contrário, os objetos serão liberados e devolvidos aos proprietários.

Vítima denunciou jogo em Belém

Em Belém, o jovem Jardson Cantanhede Amorim, 19 anos, foi preso após ser acusado de integrar a rede de jogos “Baleia Azul”. As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Prevenção e Repressão a Crimes Tecnológicos (DPRCT) da Polícia Civil do Pará, que localizou o homem depois que uma vítima, moradora do município de Ananindeua, Região Metropolitana de Belém, resolveu denunciar o caso, em abril.

Baleia Azul e o suicídio

O jogo impõe desafios macabros a crianças e adolescentes, a maioria menores de 16 anos, propostos por um grupo de organizadores, denominados de "curadores", envolvendo isolamento social, automutilação e até suicídio, que a última tarefa.

A operação, chamada Aquarius, está sendo coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática da Polícia Civil do Rio de Janeiro. 

Além do Pará, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão no Amazonas, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.


(DOL com informações da Agência Brasil)