Operação da PF cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em Parauapebas


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Na manhã desta segunda-feira (07), a Polícia Federal deflagrou a Operação Extortore, que investiga os responsáveis por diversos atos de sabotagem praticados em Parauapebas, região sudeste do Pará, com o propósito de coagir a empresa Vale ao pagamento de valores pecuniários indevidos. Duas pessoas, sendo um homem e uma mulher, foram presos em cumprimento a mandados de prisão temporária, além do cumprimento de mandados de busca e a apreensão.

“As prisões foram cumpridas logo pela manhã e a partir da prisão dessas duas pessoas, que foram detidas quando estavam em casa, vamos tentar identificar os outros envolvidos. Para não atrapalhar nas investigações, não vamos divulgar os nomes dos presos”, explica o delegado da Polícia Federal, Igor Chagas. 

Desde maio de 2016, diversas torres de transmissão de energia, voltadas ao atendimento das atividades desenvolvidas pela empresa Vale S.A. na região, foram alvo de ataques de criminosos, que desparafusavam as bases das torres, deixando-as na iminência de cair. Em seguida, os criminosos entravam em contato com um funcionário da área de segurança da empresa Vale S.A., indicavam as torres que foram atacadas, e em seguida exigiam quantias que chegavam a 15 milhões de reais para cessarem os ataques.

A investigação, que teve início na Polícia Civil, foi assumida pela Polícia Federal após a constatação de que os mesmos indivíduos foram responsáveis pelo ataque à Estrada de Ferro Carajás, em 19 de outubro de 2016, mediante a detonação de explosivos que causaram danos à estrutura da Estrada de Ferro, o que atraiu o interesse da União.

Após este ataque, as ameaças chegaram a cessar por um período, dificultando o aprofundamento das investigações. Todavia, novos atos de sabotagem voltaram a ser praticados nos últimos meses, demandando um acompanhamento intenso da situação e uma ação enérgica da Polícia Federal, dado à gravidade dos atos praticados e ainda em virtude da promessa de uma série de ataques que passariam a ser praticados.

Os crimes investigados são os de Extorsão (art. 158, CP), Explosão (art. 251 do CP), Perigo de Desastre Ferroviário (art. 260, inc. I, do CP), Atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública (art. 265, CP) e Fabricação de artefato explosivo (art. 16, inc. III, da Lei 10.826/2003),  cujas penas somadas ultrapassam a 30 anos de reclusão.


A operação possui este nome porque, de acordo com o dicionário da língua portuguesa, a palavra Extortor, ou seja, aquele que pratica extorsão, tem origem no latim extortore. O objetivo é justamente prender o indivíduo identificado como responsável pelas ligações e ameaças praticadas.

Em nota, a Vale informou que o papel da empresa foi fornecer informações à Polícia Federal, nos últimos meses, em função da gravidade desses atos de sabotagem cometidos contra a empresa.

A nota diz ainda, que a Vale vai continuar colaborando com as investigações da Polícia Federal e ressalta o trabalho profissional e competente da PF ao longo desta investigação.

(Com informações da PF)