sexta-feira, 22 de junho de 2018

Eleitores de Moju voltam às urnas neste domingo






O município de Moju, no Baixo Tocantins,  terá eleição suplementar neste domingo (24), para os cargos de prefeito e vice-prefeito, um ano e oito meses depois das eleições municipais de outubro de 2016. A decisão é do Tribunal Regional Eleitoral (TRE Pará), que em abril passado, por 3 votos a 2, confirmou a cassação do mandato do prefeito de Moju, Deodoro Pantoja da Rocha, o "Ié-Ié" (PSDB), e ainda de seu vice, Jamilson Edmundo da Costa Santos, o "Jardel" (PR), por abuso de autoridade e de poder político, conduta vedada a agente público, propaganda institucional em período vedado e contratação de 640 temporários em período eleitoral o que os tornou inelegíveis pelos próximos oito anos.

Moju tem exatos 50.511 eleitores aptos a votar e para que o pleito aconteça da melhor forma possível, o TRE organizou a logística necessária para garantir que todo eleitor tenha assegurado o direito ao voto no próximo domingo. Serão 66 locais de votação espalhados pelo município, com 35 pontos de transmissão utilizando a tecnologia JE Connect, o que segundo o Tribunal, permite rapidez na contagem dos votos.

O Tribunal Eleitoral do Pará contará com o apoio de 903 mesários voluntários, além dos servidores da Justiça Eleitoral, força Policial, membros da Junta Apuradora e Transporte, que vão atuar diretamente nas atividades das eleições suplementares. O TRE informou, no entanto, que vai disponibilizar o formulário de justificativa eleitoral e nem serão instaladas as mesas receptoras de justificativa. O eleitor que não puder comparecer a sua seção, tem até 60 dias após a realização do pleito para justificar a sua ausência. Nesta eleição, 1.754 eleitores vão votar pela primeira vez; 51,59% do público eleitoral é masculino e 2.644 eleitores estão irregulares com a Justiça Eleitoral e não poderão votar. 

A decisão do TRE, de abril, reiterou a decisão do juiz Waltencir Alves Gonçalves, que cassou "Ié-Ié" em setembro de 2017, contudo ele pôde se manter no cargo enquanto aguardava o julgamento desse recurso. O relator do processo, juiz Amílcar Roberto Bezerra Guimarães, e o juiz Altemar da Silva Paes votaram pela não cassação, mas o juiz federal Arthur Pinheiro Chaves fez voto divergente, e foi seguido pelos juízes Luzimara Costa Moura e Roberto Gonçalves de Moura. 

Por: O Liberal
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