Mãe que incentivou filha a esfaquear colega de escola é procurada pela Polícia do Pará





Polícia do Pará procura a mãe que apareceu num vídeo incentivando a filha a esfaquear a colega da escola em uma briga em Belém. As imagens mostram as duas adolescentes da escola Nossa Senhora das Graças trocando tapas e puxões de cabelo, quando uma delas, apoiada pela mãe, puxou uma faca e desferiu diversas vezes contra a outra menina. Confira no vídeo abaixo. Tanto a mãe quanto a filha que usou a faca, de 15 anos, estão desaparecidas.

A adolescente ferida pelos golpes de faca, que teve a identidade preservada, disse que as duas foram liberadas da escola mais cedo por causa do período de provas. Ao sair, viu a garota e a mãe vindo em sua direção quando estava na rua Adrielle, bairro da Pratinha.

"Quando eu vejo ela e a mãe dela correndo e mandando eu ficar parada, eu fiquei parada né? Aí já começaram a xingar e vir pra cima de mim", disse a garota.
Segundo ela, a mãe da menina não deixava ninguém separar a briga e disse para a filha puxar a faca.

"Ela falou: pega o que te dei. Aí foi quando ela puxou a faca por trás e começou a me furar", revelou.

As imagens chocaram moradores e comunidade da escola Nossa Senhora das Graças. Um morador disse que "a intenção é realmente para acontecer o pior quando uma pessoa pega qualquer arma para ferir a outra".

A discussão teria iniciado em um grupo de mensagens de celular. A menina ferida pelas facadas disse que a colega havia postado vídeo de um menino embriagado no grupo da escola. A outra se revoltou e elas começaram a discussão.

"Aí ela me ligou e a mãe dela falou comigo no telefone. Disse que ia me pegar na escola e tudo mais", disse a adolescente.
Adolescentes eram amigas, diz mãe
As duas garotas eram amigas, segundo Marizete Martins - mãe da vítima ferida com a faca. A filha, de 14 anos, está com cortes no rosto e no braço.

"Como mãe eu acho que foi um absurdo. Eu jamais faria uma coisa dessa. Por que ela é uma adulta incentivando a filha dela a fazer isso. O certo seria chegar com a filha e dizer para deixar pra lá, lembrar que são amigas e estudam na mesma escola", disse a mãe.

Marizete contou que a filha ainda sofre muito e chora toda vez ao olhar os ferimentos pelo espelho. "Eu nem acredito que isso aconteceu porque são amigas, eu amava aquela criança. Ela passava o dia lá em casa e as duas sempre iam pra escola, pra igreja, pro shopping juntas", disse.


A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) disse que entrou em contato com as famílias das alunas envolvidas na briga para tomar as providências necessárias e que está colaborando com a investigação da Polícia.

A Seduc informou ainda que atua no combate à violência através de projetos que envolvem a comunidade escolar, psicólogos e assistentes sociais.

Por G1 PA
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